Educação profissional precisa atender demandas
AGêNCIA BRASIL 30/04/2011 14h03
A formação dos jovens que serão atendidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) precisará atender às demandas do mercado, que são dinâmicas. Essa é a avaliação do diretor de Educação e Tecnologia do Sistema Indústria e diretor de Operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.
O Pronatec foi lançado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff com a meta de capacitar jovens do ensino médio e trabalhadores para atender às demandas do mercado. Novas escolas técnicas nas redes federal e estadual e bolsas de estudo em instituições privadas são algumas das estratégias para alcançar 8 milhões de vagas até 2014.
Alguns setores têm maior carência de mão de obra, cada setor tem problemas específicos. De acordo com Lucchesi, o ideal seria que toda a rede de formação envolvida no Pronatec e tivesse a capacidade de acompanhar as necessidades que o mercado aponta. “As escolas técnicas [federais e estaduais] têm baixa capacidade de mudança no tempo. Se as estruturas formativas dos institutos federais fossem mais flexíveis, seriam melhores”, avalia.
Outra ação prevista no programa é a extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursos técnicos, com a possibilidade de que os empresários possam custear a qualificação de seus funcionários. Lucchesi avalia que essa medida terá forte aceitação pelo setor já que, hoje, muitas empresas bancam cursos de aperfeiçoamento para seus empregados, inclusive no Sistema S. A vantagem do Fies é oferecer uma condição melhor de financiamento com juros de 3,4% ao ano.
“As condições são vantajosas e as empresas já gastam parte do seu faturamento com formação, com o Fies Técnico elas podem deslocar uma parcela do seu gasto próprio para um custo de oportunidade”, avalia Lucchesi.









