Nem sempre as startups são uma boa escolha para sua carreira

4 de outubro de 2017, Nenhum comentário

Autor: Anna Carolina Oliveira (Revista EXAME / Você S/A)

Se há um local que parece idílico aos olhos dos jovens profissionais é o mundo das start­ups. Algumas das crenças frequentes associadas ao trabalho nessas empresas são o acesso aos fundadores a qualquer hora, a flexibilidade de horário, a autonomia para tomar decisões, a possibilidade de crescer rapidamente, tornar-se sócio e até milionário.

A vontade de participar de um projeto desses é tamanha que um estudo conduzido em 2012 pela Millennial Branding e PayScale concluiu que a maioria dos profissionais de 19 a 29 anos não é atraída por grandes empresas.

Dos mais de 500 000 americanos entrevistados, só 23% trabalham em corporações. No Brasil, a situação não é tão diferente. “Dos mais de 25 000 jovens que já participaram de nossos programas, 60% demonstraram interesse em empreender ou trabalhar numa startup”, diz Anamaíra Spaggiari, gerente de produtos de educação na Fundação Estudar.

A visão romantizada, no entanto, pode camuflar parte da realidade — que não é tão doce assim. Para começar, é preciso ter consciência do risco: 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos de funcionamento, segundo um levantamento feito entre 2011 e 2016 pela aceleradora Startup Farm, de São Paulo.

Mesmo assim, muita gente paga para ver, principalmente para fugir do tradicionalismo das grandes empresas. “O atrativo é a ausência do que os jovens consideram autoritarismo. Eles querem autonomia, liberdade para expor suas ideias e fazer parte da construção do negócio”, afirma Neuza Chaves, da Falconi, consultoria de São Paulo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/nem-sempre-as-startups-sao-uma-boa-escolha-para-sua-carreira/

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