Energias renováveis: o imenso potencial brasileiro

1 de março de 2017, Nenhum comentário

Autor: Arnaldo Feitosa (doutorando com Mestrado Internacional em Gestão Empresarial ISCTE Business School. Graduado em Engenharia Civil; 20 anos de experiência em Gestão Empresarial, Planejamento Estratégico e Mercados de Energia)

O imenso potencial brasileiro para energias renováveis complementares pode ser constatado através dos excelentes níveis de irradiação solar, no caso da energia elétrica fotovoltaica – centralizada ou distribuída -, nas características predominantes dos nossos ventos – constantes e unidirecionais – ao quais proporcionam elevados fatores de produtividade, superiores as médias globais, além da geração de energia associada a biomassa de cana de açúcar, reflorestamentos e resíduos de madeira, bem como dos vários empreendimentos de geração de energia hidráulica de pequeno porte – pequenas centrais hidrelétricas -, distribuídos pelo território brasileiro.

Acrescenta-se todo esse potencial descrito acima, a complementariedade nas mais diversas formas de sazonalidade, entre as múltiplas fontes de geração de energia elétrica e, desde que respeitado os principais básicos de planejamento e as boas práticas de gestão, tem-se um cenário próspero para o sucesso do desenvolvimento de uma matriz elétrica, fundamentado nas fontes de geração de energia renovável, sem esquecer é claro das chamadas fontes de geração convencional, necessária a segurança energética.

Diante deste cenário, torna-se inevitável o progresso das fontes renováveis de energia, aumentando assim a sua participação ao longo do tempo na matriz elétrica, além de ser desejável, pelos seus maiores incentivadores, em função dos inúmeros benefícios auferidos, a favor do desenvolvimento socioeconômico sustentável, dentre os quais se destacam a redução da emissão de gases do efeito estufa, bem como a possibilidade de impedir a remoção de povoados e redução dos possíveis impactos no uso do solo.

As fontes convencionais de geração de energia, na sua média geral, ainda apresentam menores custos que a maioria dos tipos de energias renováveis.

Além disso, acrescenta-se o fato do aumento da complexidade na operação do sistema elétrico brasileiro e as mudanças necessárias no modelo de negócios vigente, incluindo o marco regulatório. Em síntese, existem alguns obstáculos a serem superados para que ocorra, com harmonia, uma relevante inserção das fontes renováveis de energia na matriz elétrica brasileira.
Cabe salientar que as fontes convencionais de energia apresentam um ótimo nível competitivo, em função do conhecimento, capacitação e tecnologia desenvolvida ao longo do tempo. Grandes empreendimentos de geração de energia hidráulica e térmica convencional foram realizados, permitindo assim uma relevante evolução tecnológica e econômica na implantação dos mesmos.

Leia na íntegra: http://www.tnsustentavel.com.br/artigos/160/arnaldo-feitosa

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